Blog Te Dou um Dado?

“Vera – A pequena Moisi”, lançamento literário mais aguardado desde “Ai, que loucura!”, já está dando o que falar com alguns trechos publicados no jornal “O Dia”:

Um dia – eu já era adolescente -, cursando o clássico à noite, matei aula com um namoradinho. O pai do namoradinho tinha uma Kombi, de modo que nós passeávamos de Kombi. Quando cheguei em casa, meu pai me esperava na porta da loja, com as pernas abertas e mãos na cintura. Saltei da Kombi já sabendo que o fim do mundo estava próximo. Ele me deu um soco na cara que fez a minha peruca voar longe.

Miacabo com a prosa fluente dela… o pai do namoradinho tinha uma kombi, de modo que nós paasseávamos de kombi. Ela também escreveu sobre sexo e literatura, de modo que segue o que ela escreveu sobre sexo e literatura:

Ninguém me viu chegando com os pacotes – ou se viu, não se importou. Tranquei a porta do quarto, vesti um pijama, deitei na cama e comecei a manusear os livros, um por um.

Primeiro as capas (adoro capa de livro interessante), depois como se chamavam. Os títulos das publicações me levam a pensar em mil coisas. Muitas vezes, por causa deles, escolho o que vou ler primeiro. Sua alteza real, de Thomas Mann; O lobo da estepe, de Hermann Hesse; Os 120 dias de Sodoma, do Marquês de Sade, entre outros. Comecei logo com Sade. Coloquei os pacotinhos de chocolate de um lado e os amendoins do outro. Ia lendo e comendo, uma verdadeira luxúria.

O livro do Marquês (de Sade) excitou todos os meus sentimentos, experimentei uma forte vontade sexual e toda a minha libido veio à tona. Henry Miller provocou o mesmo efeito. Com esses livros, percebi que o sexo para mim estava aliado às maldades, às perversões, às maldições.

Sem dúvida esse é meu trecho favorito até agora: Coloquei os pacotinhos de chocolate de um lado e os amendoins do outro. Ia lendo e comendo, uma verdadeira luxúria.

Meu, sério? Minduim e chocolate? Luxúria? Sem contar que é uma coisa meio porca, comer lendo. Na cama ainda por cima. O livro fica to-do-ba-ba-do e cheio de farelo.

E quando ela diz “O livro do Marquês (de Sade) excitou todos os meus sentimentos”? Adoro o (de Sade) assim, entre parênteses. Ia ser o quê, meu? Marquês de Rabicó?

by Urgh.us